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7
abr

Nesta terça-feira comemora-se o Dia Mundial da Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde não apenas como a ausência de doença, mas como a situação de perfeito bem-estar físico, mental e social. Essa definição parece não se adequar as complexas formas de entendimentos e vivências das pessoas. A definição de “perfeito bem estar” parece produzir mais dúvidas do que certezas no alcance e acesso a “perfeição”. No Serviço De Psicologia (FAINTVISA) que, atualmente, atende uma média de 100 pessoas (45 Homens e 55 Mulheres, adultos, crianças e adolescentes), encontram-se sujeitos que, de diversas formas, buscam o bem estar e/ou a felicidade não como ”coisas em si” que existem por si mesmas, essas buscas não estão sujeitas a “perfeição” e, sim, a contextos que lhes emprestem sentidos, a partir da subjetivação de cada sujeito. Neste sentido, só é possível falar de bem estar, felicidade e saúde para um sujeito que, dentro de suas crenças e valores, dê sentido.

Os impasses da dor, do sofrimento, do trauma e da angustia não são redimidos pelo simples apelo a uma saúde perfeita ou equilibrada. Com relação a esse aspecto, é oportuno recorrer a Freud (1908 e 1930) que mostrou como a perfeita felicidade de um indivíduo dentro da civilização constitui algo impossível. O pacto civilizatório que resultou da troca de uma parcela da liberdade pulsional por um pouco de segurança, não resolveu o problema do sofrimento. Sofrer não é um fato é uma interpretação. Desta forma, e experiência da suposta saúde está condicionada ao sujeito inventivo, sujeito que cria formas mais criativas e responsáveis de vivenciar e narrar às adversidades, as frustrações, a solidão e a transitoriedade, configurações habituais, inerentes às próprias condições do ser humano. Neste sentido, o Serviço de Psicologia (FAINTVISA) não caminha lado a lado com esse conceito de “perfeito bem estar”, às avessas, caminha pelo entendimento de que os sujeitos acolhidos e tratados podem superar os processos de “assujeitamentos” as lentes fixas que produzem sempre mais do mesmo. Assim, saúde é um estado de deslocamentos, inovação, saída dos condicionantes, levando os sujeitos à ética da implicação, da responsabilidade, da reestruturação cognitiva e da autenticidade.

Prof. MS. Glaudston Lima – Psicólogo CRP 02 9644

Coordenação do Serviço de Psicologia – FAINTVISA